Tal monstro, Graco vence com tridente e túnica, Gladiador que foge no meio da arena Mais nobre que Marcelo ou Capitolino, Que os Cátulos, os Fábios, a estirpe de Paulo E todo o camarote, mesmo que entre todos Juntes o autor do jogo em que ele joga a rede. Que existem outros manes, reinos subterrâneos, Cocito e negras rãs nos abismos do Estige E uma só barca cruza tantos mil num rio Nem as crianças creem, só se não pagam banhos. uicit et hoc monstrum tunicati fuscina Gracchi, lustrauitque fuga mediam gladiator harenam et Capitolinis generosior et Marcellis. 145 et Catuli Paulique minoribus et Fabiis et omnibus ad podium spectantibus, his licet ipsum admoueas cuius tunc munere retia misit. esse aliquos manes et subterranea regna, Cocytum et Stygio ranas in gurgite nigras, 150 atque una transire uadum tot milia cumba nec pueri credunt, nisi qui nondum aere lauantur. Aqui, a mudança de tema confirma que, embora o objeto do poema passe pela sexualidade, ele trata mais amplamente de val...
Pobres de nós, nos trazem onde!? Armas além Da costa iverna conduzimos, mal tomamos Britanos e Órcades na curta noite alegres Mas o que faz o povo vencedor em Roma Os vencidos por nós não fazem. ["Um, porém, illic heu miseri traducimur. arma quidem ultra litora Iuuernae promouimus et modo captas. 160 Orcadas ac minima contentos nocte Britannos, sed quae nunc populi fiunt uictoris in urbe non faciunt illi quos uicimus. [ "Et tamen unus A argumentação vem do passado ao presente com um verbo de movimento ( traducimur , que traduzimos por 'nos trazem'): arrastados desse passado, nós (os ancestrais heroicos ou os contemporâneos de Juvenal, somos propositadamente colocados numa ambiguidade) temos que assistir à degradação dos costumes. O cúmulo desse cenário é que os romanos (subentenda-se, os civilizados) dominam os britanos (que são, para o período, o extremo oposto da civilização, o protótipo da barbárie), mas nenhum povo dominado pelos romanos comete as barbaridade...
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